segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O jardim de inverno

Tenho um sonho de ter um jardim de inverno em casa. Lembro de estar com meus pais visitando uma casa que pensavam em alugar, e a casa tinha um jardinzão no meio dela. Aquilo me marcou. Eu queria morar naquela casa, ou melhor, naquele jardim. Não nos mudamos para lá, mas o sonho ficou na minha cabeça desde então.

Nunca morei nem mesmo numa casa com varanda, outro sonho. Na verdade, esse sonho é menor do que o do jardim de inverno, mas já seria bacana ter uma varanda, afinal eu queria poder colocar plantas e uma rede num espaço, ainda que minúsculo, que eu pudesse chamar de MEU JARDIM DE INVERNO.



Quando estava procurando apartamento para alugar, quase fiquei com um que tinha uma varanda grande, bem bacana. Certamente me daria um trabalhão porque tinha vidros enormes para limpar, e o apartamento tinha outros inconvenientes, mas ainda assim me chamou ao coração. Não que eu não ame o apartamento em que moro, ele só não tem... bem, vocês já sabem.

Ainda durante minhas buscas, me lembro de ter visitado à noite, depois do trabalho, um apartamento incrível, e o danado bem que tinha uma varanda-mini-jardim-de-inverno. Mas era impossível morar lá porque eu jamais conseguiria dormir: nunca vi nada mais barulhento que o tal apê em toda a minha vida. Não à toa, o valor do aluguel estava desproporcionalmente barato em relação a outros aptos menores e menos bonitos.



Esta semana, estive na casa de uma amiga, um apartamento que eu não conhecia, mas sabia que havia passado por uma reforma bacana. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com o jardim de inverno dela, feito a partir de uma... área de serviço. 

Confesso que fiquei aliviada, pois me parece mais fácil conseguir um apê com área de serviço do que com jardim de inverno. Portanto, me deem uma área de serviço, que dela farei um jardim de inverno. E tenho dito!

sábado, 23 de abril de 2016

A escolha de um apartamento para morar

Como escolher um apartamento para morar?

Essa escolha tem por trás muito mais do que uma simples conta em que se calcula o que cabe dentro do bolso de cada um versus o que se pode ter com esse orçamento. Buscar um apartamento envolve questões que exigem bastante atenção do futuro inquilino para que, após respirar aliviado olhando para as caixas da mudança recém-feita, não comece a ter surpresas desagradáveis.


Imagem que achei no Pinterest
Vou focar no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, mais precisamente a Zona Sul, que conheço melhor. Fechando ainda mais o nicho, vou falar de apartamentos pequenos, conjugados ou quarto-e-sala separados. Aparentemente, todos esses apartamentos são muito semelhantes. Cozinha geralmente menor do que gostaríamos, banheiro com sorte não tão apertado, uma armário maior ou menor. Em geral, o espaço pequeno já é esperado, até porque a metragem desses apartamentos gira em torno de 30 a 40m2 (aliás, nesses casos, quaisquer 2, 3m2 já fazem diferença, e muita).

Porém, nao é apenas o espaço que deve ser observado. Cada apartamento tem as suas particularidades, o seu estado de conservação - que varia de acordo com a atenção do proprietário a ele - e as suas características específicas, e isso pode mudar completamente a experiência que você terá naquele espaço, durante o tempo em que ali permanecer. Sim, estamos aqui falando de experiências. Quanto menos dor de cabeça você vier a ter com a moradia, maior a sua satisfação e o seu tempo para fazer outras coisas na sua vida, por exemplo.

Claro que tudo isso precisa caber no bolso, e por isso precisamos procurar muito. Um mesmo prédio pode ter apartamentos para alugar a preços bastante diferentes. É preciso avaliar se as características que distinguem cada um valem as diferenças de valor. Muitas vezes, é possível também negociar.

Procurar um apê também não é fácil. 

A maior parte das imobiliárias oferece o horário comercial - de 9h às 18h - para visitas aos imóveis, e geralmente nesse horário os possíveis inquilinos estão trabalhando para justamente ter a grana para o aluguel no fim do mês (e aí entra o trabalho de um grupo de profissionais que eu conheço, que procura apartamentos para clientes com base nas necessidades deles, fazendo as visitas para facilitar a vida deles e "filtrar" antes que percam tempo indo ver algo que não lhes interessaria. Muita gente tem economizado tempo e se beneficiado desse trabalho; fale comigo se quiser saber mais - casinhadeprimeira@gmail.com).

Esse horário restrito diminui bastante a possibilidade de conhecer os apartamentos de perto, e as visitas presenciais são essenciais na escolha do lugar onde vamos morar. Fotos e mesmo vídeos muitas vezes deixam a desejar quando estamos em busca de algo que nos atenderá sem trazer dores de cabeça, de preferência trazendo alegria e bem estar.

Outra inimiga da busca pelo apê bacana: a pressa

Quando começa a acabar o tempo do contrato, quando precisamos por algum motivo encontrar algo rápido para morar, aí é que o bicho pega mais. Na pressa, é fácil esquecer de pesquisar sobre a rua onde fica o imóvel, testar o funcionamento de celulares e internet no local, avaliar a vizinhança, buscar por possíveis infiltrações, checar parte elétrica, hidráulica, o piso, os armários e tantos outros detalhes. Depois de fechado o contrato, há uma lei para fazer o respaldo, mas com relação aos detalhes quase tudo precisa ser negociado - e os resultados dessas negociações dependem, e muito, dos envolvidos.


Por isso, se possível, comece a procurar um imóvel para morar antes mesmo de que isso se torne necessário. Tudo o que fazemos "com a corda no pescoço" tende a ter resultados menos bons do que aquilo que fazemos com calma, em paz.






















domingo, 24 de janeiro de 2016

O que Joy tem a nos ensinar

O que a sua versão criança diria para você, hoje, se vocês se encontrassem?

Refleti sobre isso ao assistir “Joy”, que está nos cinemas, com Jennifer Lawrence no papel da inventora  Joy Mangano. Acredito que todos devemos ter essa preocupação. Parar para ouvir os conselhos que nossa versão criança nos daria se nos encontrasse.
O que você fez com aquelas ideias? Por que não pensa mais nas suas invenções, nos bonecos que costumava desenhar, nas cabanas que construía e que ficavam bem mais caprichadas que as dos coleguinhas? O que aconteceu com a sua vontade de mudar o que estava errado, de melhorar aquilo de que não gostava?
Será que você está deixando a vida passar, e deixando passarem juntos os seus sonhos, seus delírios criativos que poderiam quem sabe se transformar em grandes projetos?
Será que desistiu de ser quem poderia ser, desistiu de querer mais, acomodou-se, esqueceu-se do seu talento, da sua chance de fazer diferente? Quais os “chamados” interiores que você não tem ouvido? Quais os seus dons que têm sido negligenciados? Você já pensou sobre isso?
Quando corremos atrás de um sonho, acreditamos nele ignorando os obstáculos que estejam aparecendo (eles sempre existem), colocamos foco no que queremos e depositamos toda a nossa força, criatividade, vontade naquele objetivo, nada no segura.

Não quis aqui entrar em detalhes do filme para não estragar a surpresa de quem assistirá. Mas foi essa a mensagem que ficou para mim após assistir à brilhante atuação de Jennifer neste longa inspirador. A história prende a atenção do início ao fim e muito nos ensina, de forma sutil, sobre o mundo dos negócios, a influência da mídia, a importância da persistência e da capacidade de resiliência e, ainda, sobre a humildade, o caráter e a coragem.

domingo, 4 de outubro de 2015

Circuito Errejota, em sua segunda edição, agita (ainda mais!!) a cidade e traz novidades

Esqueça a caretice dos shoppings tradicionais e os preços altos que trazem embutidos aluguéis exorbitantes e outras despesas que encarecem os produtos, tornando-os muitas vezes inacessíveis.

O modelo de evento que o Circuito Errejota traz está mudando a forma de o carioca fazer compras. Num clube de Copacabana, em clima alegre e descontraído, reúnem-se uma vez por mês estilistas e artistas responsáveis por marcas descoladas, para vender seus produtos diretamente a quem os consome.

O formato traz personalidade ao ato de vender e comprar e aproxima o produtor do consumidor, que passa a conhecer mais sobre a história dos artigos e, ao realizar a compra, consegue um preço mais modesto, aumentando a sua satisfação.

Outro ponto interessante desse cenário é a exclusividade. Os acessórios, itens de decoração, roupas e itens de arte vendidos ali não estarão repetidos à exaustão nas ruas da cidade. São desenvolvidos com muita dedicação e criatividade, de modo a agradar aqueles que têm um estilo mais exigente e procuram se destacar em meio à mesmice e ao senso comum.

No Circuito Errejota, público masculino também tem vez!

Como se não bastasse tanta novidade, o Circuito Errejota está transformando também aquele velho cenário de homens entediados enquanto suas esposas e namoradas vão às compras. Com marcas voltadas para o público masculino e produtos super interessantes e exclusivos, não há razão para os homens ficarem parados de braços cruzados. São pulseiras de couro da Ana Gift & Design, camisetas incríveis da Phibra, Hiker e Ilustre Ilustra e produtos de decoração para homens da Maria Lia Home.

Se você ainda não foi ao Circuito Errejota, fique ligado para não perder a próxima edição. Vale muito dar um pulo em Copacabana para conferir. Enquanto isso, siga as marcas nas redes sociais, acompanhe as postagens aqui no casinha de Primeira sobre as marcas que são destaque no evento e veja as fotos da segunda edição, a seguir.

Marcas citadas neste post:

Ana Gift & Design:
Facebook
Instagram

Hiker:
Site
Facebook
Instagram

Ilustre Ilustra:
Facebook
Instagram

Maria Lia Home:
Facebook
Instagram

Phibra:
Facebook
Instagram


Além de camisetas incríveis e macias, a Phibra ainda tem esses bancos super exclusivos com
estampas personalizáveis! Eles podem ser feitos sob encomenda. 

Mais dos bancos da Phibra!

Maria Lia Home arrasando como sempre

Barbara e seu amado, casal que assina a Ilustre Ilustra

Pulseiras exclusivas para o público masculino mais exigente, da Ana Gift & Design

Mais das pulseiras da Ana Gift & Design

As camisetas super cariocas da Hiker

Talita Chaves, grande fotógrafa (à esquerda) comigo :)

Flavia, da Flavia Matos Acessórios: tudo lindo de morrer




Pulseiras da Flavia Matos


Sua bike precisa dos acessórios úteis e lindos da Bicyclette


Agradecimento especial à Marianna, da Maria Lia Home, que convidou o Casinha de Primeira para o evento e ainda me deu de presente estes encantadores vasinhos coloridos, nas cores exatas da minha casinha:










quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sou jornalista, não sou "de TI". Ou: o jornalismo a gente inventa...

Estou arrasada com tantos amigos, colegas e jornalistas que não conheço direito, mas admiro e reconheço como excelentes profissionais, à deriva nesta quarta cinzenta, talvez sem saber o que fazer, para aonde vão. Mas talvez minha preocupação maior seja com esse último ponto.
Vou tentar explicar.
Trabalho com digital desde que me entendo por jornalista, na verdade antes. Quando estava ainda na faculdade, comecei a desbravar o universo do digital e nele venho crescendo, sempre me abrindo mais e mais para o novo, e tendo em mente que forma e conteúdo andam de mãos dadas - e jornalista pode e deve, sim, se preocupar com ambos, quiçá ficar à frente ou ao menos participar das decisões envolvendo os dois. Pois bem. 
Numa grande empresa como O Globo, me vi, diferente de empresas menores, orientada a me ater apenas à forma (ainda que fosse formada em jornalismo e tivesse recebido três prêmios de jornalismo por matérias que escrevi). Ou melhor, não só à forma, mas ao que era conteúdo mas não jornalístico por definição. Por exemplo, trabalhei na coordenação do site Acervo O GLOBO tendo a missão, entre várias outras, de categorizar o conteúdo que ali estaria disponível para todos, criando os filtros da busca, pensando em como as informações seriam organizadas ali, em como chamaríamos os grupos de cadernos que O Globo havia tido ao longo da história - trabalho que fiz em em parceria direta com profissionais que estiveram envolvidos com a digitalização dos jornais publicados a partir de 1925. Se esse não era um trabalho "jornalístico", com certeza não era menos digno do que um dentro dessa definição e, de quebra, ainda servia para enaltecer um trabalho jornalístico. Tenho plena consciência disso e amo trabalhar com informação e colocar o que sei de digital a serviço da COMUNICAÇÃO. 
Porém, não era sempre que recebia apoio de colegas jornalistas. Gente que eu admirava, que eu tinha querido conhecer porque acompanhava suas matérias havia tanto tempo, gente que eu sabia que tinha muito o que me ensinar, muitas vezes me desprezava e me via como "a garota do digital", "aquela nerd do andar de cima", e por aí vai. Eu me sentia mais colega deles do que o contrário. Na verdade o contrário às vezes nem acontecia. Isso só não pesou mais porque a vida, sempre ela, trouxe surpresas, e entre os que me apoiaram muito e entenderam a natureza do meu trabalho estavam alguns dos maiores, e com eles eu podia ter a qualquer momento, bastava achegar no "aquário" onde ficavam e trocávamos ideias, eu podia ouvir incríveis discussões e participar quando quisesse. Esses quiseram saber um monte de coisa do digital e eu mostrava para eles feliz da vida. E a troca rolava solta.
Outros parecem ter reconhecido meu trabalho também e me apoiaram. Mas, ainda queria que os colegas se vissem mais como colegas, e entendessem que nessa profissão tem muito o que a gente precisa e pode fazer para virar o barco e se livrar da tormenta. E não é sendo preconceituoso ou menosprezando os colegas que seguiram caminhos diferentes, mas de forma alguma opostos, que isso vai acontecer. O jornalismo precisa do digital, mesmo que ele nunca seja 100% digital. Precisa dos meios, das novidades, das diferenças. E os colegas que sabem tanto, que viveram tanto do mundo das reportagens e da edição precisam colocar isso a serviço do futuro, quer dizer, do presente. 
Do contrário, quem ganha com isso? 
Tenho 33 anos, não sou geração Y, não tinha celular quando eu nasci, não tinha nem videocassete na minha casa, na verdade. Não tinha redes sociais porque nem computador tinha. No ano de 2005, escrevi minha monografia num PC 386 engasgado e velho que todos da minha casa usavam. Gravava o trabalho num disquete. O projeto era o site de uma revista da PUC. Decidi ser jornalista aos 10 anos de idade, fiz a faculdade e continuo me orgulhando dela. Depois, fiz pós em Marketing Digital, fui da primeira turma, ela agora está na 14a turma. Não usei máquina de escrever no trabalho, não fumei nem na redação nem fora dela, sou meio geração saúde, mas adoro o clima do filme "Watergate" e tive uma Olivetti bambina vermelha que meu pai me deu aos oito anos (serve?). Sei que o numeral O-I-T-O é para ser escrito assim, por extenso, de acordo com os manuais de redação. Sou jornalista em cada coisa que faço. A curiosidade me mata se eu não a matar antes. Fuço tudo até achar o que preciso, sobre qualquer assunto e para qualquer objetivo (não costuma ser publicar na mídia, mas pode ser ajudar a mim mesma, a alguém, ao meu trabalho, e sempre vale). Meto-me em tudo quanto é assunto - e sei que se escrevesse "me meto" com o "me" no começo da frase estaria gramaticalmente errado. Evito a todo custo deturpar o que falam. 
Prazer, sou sua colega. 
E por isso acho que é menos "para onde vão" e mais "para aonde vamos".
Boa sorte para você, para mim e para nós. Boa sorte para o jornalismo.

domingo, 16 de agosto de 2015

Não perca o Circuito Errejota!


Comprar diretamente de quem produz: este é um dos principais atrativos quando se trata de decoração, moda, arte e afins. Essas três vertentes e ainda a gastronomia, o design, a música, o esporte e a saúde são temas que farão partes, tudo junto e misturado, da próxima edição do Circuito Errejota, que acontece dia 12 de setembro em Copacabana, Rio de Janeiro.

O Circuito Errejota nasceu a partir da união de Marianna Meireles e Paula Cabral, ambas profissionais de Comunicação, mas com algo a mais em comum: elas são empreendedoras e fundadoras, respectivamente, da Maria Lia Home - loja virtual de decoração, e da Querida Sofia - loja de roupas femininas. Marianna e Paula apostaram na vocação do carioca para criar tendências e bolaram um evento divertido, descontraído e com atrações e estandes para a família toda. Não haverá espaço para reclamações por parte do público masculino, que poderá conferir marcas com produtos especiais para homens e terá à sua disposição bebidas e comidas do Food Park que estará presente no local. O público contará ainda com o Deejay Caveira, que cuidará da trilha sonora da tarde.

Confira as atrações do Circuito Errejota

  • Estarão presentes marcas para homens e mulheres, entre elas Milla Beitch, Tease, Simpla, Marsala, Starfish, MH Acessórios, D. Boutique, Sra. Sapatilha, Coleção Vip, Toda em FormaMomento LuxoLaus Girls & CoBicyclette, Kenia Gomes, Tatti Simões, Fabiana Correa, La Diva, Tainá Trouche, Flávia Matos Acessórios, Ateliê Anna Raquel, Urbanas, Magenta, 55 Canga, Ladotê Ateliê, Santa Frescura, Ateliê Juju, Saul Luminárias, Galaxxy, Ana Gift & Design, Kali Decor, Lumos Fit, Mundo de Ilene, Hiker, Meu paninho, Los Nerditos, Holliday, Retroativo e Almofadinha Criativa.
  • Fotografia: a talentosa fotógrafa Talita Chaves levará para o evento a sua exposição “Cores”, com suas imagens do Rio de Janeiro que mostram seu olhar especial sobre a cidade maravilhosa;

  • Comidinhas: no Food Park, estarão presentes as marcas Dona Fernanda Gourmet, Desculpe a Doçura, Lud Cupcakes, Cariocake, Doce Mel Confeitaria, Espírito de Porco, Quatro em Cena, Piadina da Gema, Sabores de Família, Gan Tea, Hush, Vegtal, Palecolé, Do Black, Esfihah, Drinkcolé Carioca, Gravetto, Complexo do Alemão, Va Bene, Biscoitos Dududu, Tort's e Degusto. Estará no local ainda a Vitali Gourmet, comercializando biscoitos sem glúten e sem lactose;

  • Beleza: para fazer cabelo e maquiagem, o público feminino contará com o Espaço Beauty, onde estará presente Gustavo Martins, que cuida das unhas de famosas como Juliana Paes e Fabiula Nascimento;
  • Encontro de blogueiras: entre as blogueiras de moda confirmadas estão Maria Clara Guimarães, Patty Coelho, Izah Menezes (com a sua loja de roupas femininas Just Rio) e as meninas do Três de 30.
  • Esportes: o Espaço Esporte_se, parceiro e apoiador do Circuito Errejota, vai distribuir energéticos, suplementos e brindes e dar dicas de saúde e qualidade de vida a quem estiver por lá.
Serviço

Circuito Errejota
Data: 12/09/2015
Horário: das 12h às 20h
Local: Clube Israelita Brasileiro (CIB) - Rua Barata Ribeiro, 489
Entrada Gratuita

Saiba mais sobre as criadoras do Circuito Errejota - Assista à websérie do evento no YouTube, criada pela M&V Produções











segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Nova Casinha

Faz um tempo que não escrevo no blog, mas havia um motivo para isso.. a correria para me mudar. Sim, a Casinha de Primeira mudou de endereço! E está mais legal ainda.

É muito bom a gente se mudar para um lugar maior, já que mais espaço nunca é problema. Estou agora num apê que deve ter o dobro do tamanho do anterior. Mesmo com caixas e mais caixas, dava para andar tranquilamente dentro dele depois da mudança. Agora que tudo está se ajeitando, está dando até para dançar. Rs.

Com relação à experiência de morar num conjugado, ela foi excelente e valeu demais, até porque foi o início da experiência de morar sozinha, sair da casa dos meus pais, aquela coisa toda. Foi bom mudar para um apê pequeno e aconchegante, porque no início eu me sentia bem sozinha às vezes e não acho que teria curtido um lugar com excesso de espaço. Ap6e pequeno também é prático para limpar e arrumar.

Depois de um certo tempo, algumas complicações começaram a ficar bem irritantes, como não poder ter máquina de lavar porque simplesmente não havia lugar para ela. O jeito era ir à lavanderia toda semana.. e eu nunca sabia direito se a calça que queria usar estava no armário ou na lavanderia, sem falar as inúmeras vezes em que acordei tarde sábado, a lavanderia já tinha fechado e eu ficava o final de semana todo sem poder trocar as toalhas, rs.

Outro perrengue era o calor. O apê era quente demais, apesar de ser perto da praia. O bom é que em ambiente pequeno um ar condicionado faz um super efeito, e não faz a gente ficar (tão) pobre quando vem a conta de luz. Mas lá era verão o ano todo, e isso irritava um tanto. Não sei, no entanto, se ser quente é característica geral de conjugados. Só sei que cozinhar e a casa toda ficar impregnada de cheiro de comida e fumaça também não ajudava...

Bom, falando em comida, foi num conjugado que comecei a cozinhar, e peguei uns cacoetes engraçados. Por exemplo, lá eu tinha um fogão de duas bocas, o único que cabia. A porta do forno não ficava aberta sozinha, tinha que segurá-la enquanto tirávamos a comida de dentro. Volta e meia alguém se queimava. No apê novo, tenho um fogão de quatro bocas, normal - e quem disse que eu lembro de abaixar a porta do forno, que fica, essa sim, abaixada enquanto
tiramos a comida de dentro?

Tenho certeza que apesar da falta de espaço, do vizinho maluco, de alguns problemas com o proprietário e da ausência de máquina de lavar, o tempo que passei no meu primeiro apê sempre será lembrado com carinho. Mas em apenas uma semana no meu novo espaço já deu para notar que melhor que sair de casa é sair para o seu SEGUNDO apê. Vêm aí muitas novas aventuras, é tempo de renovar! ;)


terça-feira, 9 de junho de 2015

Não falem mal da rotina...

Eu amo ter uma rotina, ainda que seja para sair dela.

É sensacional sair para viajar e voltar para a nossa casa, nosso canto, largando as nossas malas onde tanto conhecemos. É revigorante voltar para casa também após um dia de trabalho. Saber para onde voltaremos, o que ou quem encontraremos lá, dá segurança, apoio, confiança, conforto para dormir mais uma noite, acordar para mais um dia.

Ter hora para acordar, e saber para onde ir. Saber o que fazer ao acordar, ter hora para os compromissos, tudo isso nos ensina como é bom não ter hora, poder ficar olhando pro teto, de pernas pro ar, de vez em quando. Ter uma vida cheia de tarefas e atividades ajuda a gente a ver como é maravilhoso não ter nada para fazer, poder ficar de bobeira.

Fazer todo dia mais ou menos as mesmas coisas pode ser surtante, mas também é gostoso, ainda mais se soubermos levar com leveza e criatividade. Não vale esperar para fazer o que a gente gosta nos fins de semana só. Escolher uma profissão e um trabalho de que gostemos ajuda a tornar feliz o momento de acordar, e a reduzir a tensão na hora de dormir. Tomar um vinho com uma amiga no meio da semana também. Ou ler um livro novo, tomar um café de outra marca, fazer uma comida com um pouco mais de pimenta, ver um filme surpreendente.

Tomar decisões também ajuda nisso. Tirar da nossa frente aquele chefe nada a ver, que só coloca a gente pra baixo, depois de muito tentarmos e vermos que desse jeito não rola, abre as portas para uma nova rotina, muita mais legal, mais rica, mais leve. Dar um ponto final num relacionamento complicado, pautado por brigas e discussões, é pontapé inicial para descobrir sozinho ou em nova companhia um novo cotidiano, cheio de novos prazeres, sensações, distrações.

Ouvimos tanto falar mal da rotina, mas a questão é o que faz parte dela, quem a gente traz para ela, o que ela representa para cada um. A rotina pode dar uma força para a saúde e os bons hábitos, pode reduzir a ansiedade, fazer a gente relaxar. Pode ser também uma vilã, se chata, insuportável, só feita de coisas chatas e insuportáveis. E pessoas idem.

A rotina, quando quebrada, precisa fazer a gente querer voltar pra ela. Rotina boa é rotina amada, rotina da qual a gente sente saudade. Rotina que pede para sairmos dela, mas nos espera de braços abertos.

domingo, 19 de abril de 2015

De escolhas vamos vivendo

Os que têm pena de si mesmos que me desculpem, mas assumir que estamos onde queremos estar é fundamental.

Depois dos trinta, o amadurecimento chega chegando, sem pensar. Invade e faz a gente parar com o nhém-nhém-nhém dos vinte e poucos. A nossa paciência para coisas chatas e que só atrasam a vida diminui de maneira impressionante. E, o que é mais legal: começamos a entender que estamos aonde fizemos por onde para estar. 

Se estamos casadas, provavelmente sonhamos com isso aos vinte, planejamos aos vinte e poucos, realizamos o sonho aos vinte e tantos. Se estamos bem no trabalho, ralamos muito, provavelmente nos dedicamos muito, estudamos, fizemos uma faculdade, uma pós. Se estamos dando aula, já conseguimos fazer um mestrado, uma especialização. Se temos filhos, em algum momento demos prioridade a tê-los, ou, ao menos, soubemos lidar quando vieram. Se temos tudo isso, conseguimos de alguma forma equilibrar a vida, nos dividir para multiplicar.

É importante ter essa noção para que consigamos entender o que nos falta e por quê. Acredito que fazer esse balanço e assumir essa posição ajuda a ver se estamos felizes, e o que podemos fazer para ficar mais felizes. Falo por mim. Passei por experiências recentes que me fizeram refletir sobre isso, e me mostraram de certa forma o óbvio: que, para viver o que vivo hoje, precisei viver o que vivi no passado. Já tive uma vida angustiada, em que a cada dia me via fazendo uma escolha errada, mas insistia nela. Escolhia isso a cada dia. Precisei esgotar, ir até o fim. Paciência.

O que importa é que de repente, ou melhor, aos poucos, mudei. E com isso a ansiedade diminuiu, e as coisas se encaixaram, e hoje entendo que o que ainda não tive na vida é porque não planejei, não quis de verdade, não fiz por onde. Não é culpa de ninguém, trata-se de uma escolha minha. Simplesmente isso. E tudo bem! Porque eu quis uma série de outras coisas, e porque conquistei diversas delas, e porque ainda há tempo - de certa forma, sempre há tempo para novas escolhas, bastando, para isso, haver um novo dia.

Essa sensação de pés fincados no chão não tem igual, e a sensatez intrínseca a ela nos permite viver mais em paz, nos amar mais, nos compreender melhor. Consequentemente, ajuda a amar uma outra pessoa, construir um relacionamento com ela, sendo transparente, justo, companheiro. Acho que cada um sabe mesmo a dor e a delícia de ser o que é, de estar onde está, de sonhar com o que sonha, de passar as dificuldades que passa e de sorrir quando elas acabam!


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

15 Verdades sobre Apartamentos Conjugados

1. A gente fica cheio de marca roxa pelo corpo e é tudo culpa dos móveis que estão sempre no meio do caminho;

2. As baratas aparecem e somem também em apartamentos muito pequenos, isso não é privilégio de áreas grandes;

3. Uma bagunça que seria uma baguncinha em qualquer casa vira uma MEGA BAGUNÇA num ambiente que se resume a 30m2 e que contém toda a sua vida;

4. O cheiro da comida que você faz hoje será o cheiro que você irá respirar amanhã. E depois, e depois...

5. Os conjugados são mais fáceis de limpar e isso é maravilhoso;

6. Os conjugados nos ajudam a economizar dinheiro, porque antes de comprar qualquer coisa é preciso pensar se haverá lugar para ela (99% de chance de a resposta ser NÃO);

7. As nossas coisas também somem em micro apartamentos;

8. Embaixo da cama, atrás da geladeira, atrás da porta, no teto e até dentro do box são espaços que devem ser aproveitados - e muito bem!;

9. Se um móvel está dois milímetros fora do lugar, a gente percebe;

10. Quando alguém entra para conhecer a casa, fica procurando o resto até se dar conta de que é só isso mesmo;

11. Qualquer reuniãozinha ou social vira rave, porque afinal com quatro pessoas a casa tá cheia e com oito lá lotada;

12. É impossível hospedar por mais de uma semana qualquer pessoa com quem não tenhamos intimidade no nível sexual (ah, e o sexo tem que ser bom, e não pode brigar porque não tem para onde ir);

13. É impossível dormir enquanto outro lava a louça ou assistir TV enquanto o outro estuda porque... você sabe;

14. A chance de você ter a cada verão um grupo de vizinhos diferente é enorme - conjugados são investimentos para aluguel por temporada...

15. Os barulhos que os vizinhos fazem parecem ser dentro da sua casa e você acaba participando das conversas deles quando vai ao banheiro, voluntária ou involuntariamente, no mínimo como ouvinte.

sábado, 27 de setembro de 2014

Como eu me sinto quando...

... Moro sozinha e consigo colocar uma pulseira (com fecho) no pulso, sozinha.



... Moro sozinha e consigo abrir um pote de palmito.


... Moro sozinha e faço uma comida que fica boa.





... Moro sozinha e consigo matar uma barata sem pedir ajuda ao porteiro.





... Moro sozinha e consigo fechar o zíper de uma roupa que fica nas costas.









quinta-feira, 17 de julho de 2014

Casa ou casamento?

O aluguel aumentou um pouco, trazendo a lembrança de que já tem um ano que estou na Casinha de Primeira que montei para mim.

Escrevo de um computador melhor do que o que usava quando me mudei. Naquela época, era impossível pensar em comprar computador novo: na minha cabeça e na conta bancária só havia espaço para móveis, objetos de decoração, acertos, consertos.

Transcorrido esse tempo, posso dizer que a relação com a casa se parece um pouco com a de qualquer outro relacionamento. Especialmente os que envolvem os casais. Esses costumam começar com empolgação, uma energia infinita para fazer coisas bacanas e também as que não são tão legais assim. A gente topa tudo, acha tudo ótimo, maravilhoso. Ela sai tarde do trabalho? Ele espera acordado - e cheiroso. Ele gosta muito de carros? Ela acha fofo e másculo. Ela fuma? Ele acha sexy. Ele é viciado em futebol? Ela gosta quando ele volta suado da pelada.

Meses depois, ele não aguenta mais esperá-la sair tarde do trabalho, e na verdade ão suporta mais aquela droga de vida que ela escolheu. Ela só trabalha, não tem tempo para mais nada. E o sexo esfria. E ela começa a achar que o vício dele em carros está extrapolando. Ele não devia estar poupando dinheiro para casar e ter uma vida melhor com ela, em vez de trocar o carro toda hora? Ele não aguenta mais a fumaça do cigarro dela e, pior ainda, o hálito. Ela passa a reclamar do futebol, e exige que ele tome banho imediatamente quando sai da pelada e cogita beijá-la.

Tá. Não é assim que está a minha relação com a minha casa, está bem melhor que isso, na verdade! Mas sabe aquela alegria de lavar banheiro que eu sentia nas primeiras vezes, porque afinal eu estava lavando um banheiro meu, só meu e de mais ninguém? Acabou. Quer lavar? Fica à vontade. É todo seu. Tá meio empoeirado? Tem uns cabelinhos no chão? Ah, já já eu tiro. Mas é claro que acabo lavando toda semana, que não sou porquinha. É só aquela vontadezinha... que não existe mais, rs.

Arrumar a cama se tornou tarefa útil apenas nos finais de semana, como era de se imaginar. Até curto arrumar a cama e chegar à noite e encontrar aquela caminha arrumadinha. Mas que tal o edredon dobrado como uma concha, do jeito que deixei pela manhã e da mesma forma pronto para outra noitada? Bate um bolão, hein? É que nem o marido barrigudinho: largadinho, mas confortável, gostoso, aconchegante. A cama arrumada, essa é como o cara com abdômen de tanquinho: gostosa, mas chata, exageradamente certinha, e ainda precisa ser desarrumada para ficar boa...

O armário está zoneadinho, mas tem mais a minha cara agora. Sei onde está cada coisa, mesmo na baguncinha. Arrumo de vez em quando. Armário bom é armário com nosso cheiro, nossas coisas, nossa cara. Ainda que tenhamos que abrir as portas dele para descobrir isso.

A louça na cozinha desistiu de ser ansiosa. Sabe esperar sua vez de ser acariciada com a esponja, e sabe que não adianta reclamar porque só vai rolar quando eu estiver a fim. Quando lavo, fico toda feliz. Mas até começar... nossa, que preguiça. Chego a deixar a água escorrer mais tempo sobre os pratos na esperança de que se autolimpem. E não é que às vezes isso praticamente acontece?

Parei de gastar dinheiro com presentinhos para a casa a todo momento. Ela não precisa de tantos badulaques para ficar bonita, porque já é linda e charmosa, mesmo sendo bem menor do que eu poderia desejar. É uma casa do tipo mignon. Quando dou presentes a ela, procuro pensar no que ela realmente precisa, pois ela ainda precisa de muitas coisas. Penso, penso e acabo investindo em algo essencial, necessário. Se não for a coisa mais bonita do mundo, pelo menos que seja prática e muito útil. Meio tipo pijama, sabe? A gente começa dormindo com uma camisola linda, lilás, transparente, com um elástico no peito que machuca mas deixa ele lindo. E acaba cedendo ao pijama velhinho, tão mais prático, tão mais confortável, tão mais tudo.

Apesar de tudo isso, amo minha casa cada vez mais, e pretendo construir com ela uma relação duradoura, onde quer que ela seja. E, para que além de durável seja estável e permaneça gostosa e leve, sei que preciso investir todo dia nessa relação, dando atenção à minha casinha, cuidando dela com carinho.

Casa é mesmo que nem casamento.