Muita gente me pergunta sobre como é morar sozinho(a)... qual o tamanho do perrengue (porque das coisas boas a maioria já sabe ou imagina... rs), ainda mais sendo no Rio de Janeiro, uma cidade MARAVILHOSAmente cara.
Bom, eu tenho este blog também para dar conselhos, se é que eles servem para algo, então vamos lá. Morar sozinho é caro pacas, dá um monte de despesas (na verdade é um investimento em bem-estar pessoal, rs) e exige uma boa organização financeira para que se mantenha a casa (literalmente) sempre em ordem. A cabeça fica mais organizada quando a casa está, pois uma coisa tem mais a ver com a outra do que se imagina.
Porém, pelo que a experiência tem me mostrado, mais importante que ter o orçamento mensal para pagar o aluguel, o condomínio, as contas de luz, gás, telefone, celular, internet, TV a cabo e o que mais você precisar, é fundamental ter uma poupança. Por menor que ela seja, ter alguns trocados guardados é uma segurança bacana para quem deixa o teto dos pais para trás para se aventurar de verdade na vida. Quando alguma coisa aperta, vai pedir grana para quem? O melhor é pedir "para si mesmo", certo? Melhor que fazer empréstimo em banco, criar dívida com amigos ou correr o risco de ter que voltar para a casa dos pais...
E, não se engane: emergências sempre, sempre vão rolar. A descarga do seu único banheiro para de funcionar, sua geladeira velhinha desmaia e você precisa ressuscitá-la, a máquina de lavar roupas pifa (ou nem existe, rs) e você precisa usar a lavanderia, alguma coisa quebra e tem que ser consertada, enfim. Sem falar que a despesa adicional pode ser com algo pessoal, como quando a gente resolve fazer um curso extra, uma viagem, algo fora do planejado.
Não é para desanimar ninguém, pelo contrário. Este blog é para apoiar o sonho da casa própria, ainda que a sua primeira moradia não seja exatamente "própria".
O fato é que quem mora sozinho tem que se apoiar, se incentivar, porque fácil não é, mas é bacana para caramba. E quem não mora sozinho, nunca morou, dificilmente vai entender.
- Como assim você não pode sair porque tem que lavar o banheiro? Não dá para lavar outra hora?
- Como assim você não pode ir ao cinema antes de passar aspirador de pó na casa?
- Por que você não tem toalha lavada em casa? A lavanderia é tão perto!
- Que geladeira mais vazia, custa ir ao mercado?
Pois é, mon cherie, é sozinho que o cara que mora sozinho faz tudo. Não tem ninguém além dele para fazer não, viu? Especialmente se for durango e não tiver empregada, faxineira, passadeira etc etc etc... Mas não se acanhe: a gente ri sozinho também ;p
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domingo, 1 de junho de 2014
domingo, 10 de novembro de 2013
As despesas e os sapatos, ou: Dançar para não dançar
Desde que fui morar by myself, as contas passaram todas a ser by myself também, é claro. E tenho procurado cada vez mais ficar OK com minhas finanças, porque odeio me descabelar com cifrões vermelhos na minha conta bancária.
Bom, não é fácil ficar bem com as despesas quando se cuida delas sozinho. A gente passa a ter uma casa, mas não deixa de ter uma vida! Não deixa de querer um tênis novo, uma camiseta bacana, um vestido, uns livros, um computador, um tablet... e por aí vai.
Bom, a não ser que seu salário seja algo bem fora do comum para este Brasilzão, ou que você tenha um provedor ou, por assim dizer, ajudante mensal com um salário desses, vai ter que começar a conjugar muito o verbo PRIORIZAR. É, só que desta vez é sério: se a gente gastar demais, mês que vem a coisa complica ainda mais, porque as contas têm dia certo para chegar e estão nem aí para quanto erramos no cálculo trinta dias antes.
Depois de muito comprar coisas de casa, resolvi dar uma parada nisso. E não é fácil, porque coisa de casa é simplesmente VICIANTE. Paguei as despesas pesadas de móveis e utensílios mais caros. Eu tinha dividido muita coisa no cartão. Essa é uma roubada legal para quem não se organiza: de vinte em vinte, pode acabar se enrolando com uma fatura mega-gigantesca no final. Então não adianta nada comprar sem ter a grana para pagar, ou fazer ao menos uma previsão.
Deu tudo certo, e resolvi então entrar nos sites onde havia objetos bacanas que eu não tinha podido comprar antes, para ver se agora já rolaria de chegar a vez deles. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com diversos desses itens de desejo em promoção. Valeu a pena esperar um pouco, a hora deles chegou e gastei bem menos do que teria gastado se desse vazão aos meus impulsos consumistas.
Também não fiquei sem comprar roupa nenhuma, ou sapatos - pragas (Pradas? Nem rola), no caso de nós, mulheres. Só que tenho que me controlar muito, mas muito mais. Por exemplo, chego na frente de uma vitrine, olho um sapato, penso: "Tenho que ter!". E no momento seguinte já penso: "Mas ele é tão parecido com aquele outro que tenho.. só que esse tem fecho-eclair, e outro não.."; e, no momento três: "Esquece. Não vou comprar. Quase nem uso o que tenho, mesmo, e que é parecido".
Alívio. Dou dez passos para longe da loja e me sinto leve como uma pena de rolinha. Começo a cantarolar. Sinto-me orgulhosa. Compro um sorvete, 50 vezes mais barato que o sapato. Penso que poderia comer cinquenta sorvetes. Tomar uns trinta chopes. Tudo com o preço daquele maldito sapato. Chego em casa feliz, já que não gastei nada além do que posso, e então deito a cabeça no travesseiro relaxada, explodindo de felicidade com meu autocontrole, querendo contar para todo mundo que sou poderosa, super consciente e organizada com minhas finanças.
Acordo. Vou me arrumar para trabalhar. Volto a pensar no sapato. Por que não comprei? Olho para o par que julguei ser parecido com o da loja, na minha sapateira. Nada a ver. Onde estava com a cabeça? Quero aquele sapato. Coloco ele na lista. Aspirador de pó, conserto da cortina, adesivo de parede para a sala, cortador de queijo, uma panela nova para poder cozinhar duas coisas ao mesmo tempo... e SAPATO. INSANO. Vai para o final da fila. Vai ter que esperar chegar a vez dele. Não é prioridade.
Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade.
Repito como um mantra...
Bom, não é fácil ficar bem com as despesas quando se cuida delas sozinho. A gente passa a ter uma casa, mas não deixa de ter uma vida! Não deixa de querer um tênis novo, uma camiseta bacana, um vestido, uns livros, um computador, um tablet... e por aí vai.
Bom, a não ser que seu salário seja algo bem fora do comum para este Brasilzão, ou que você tenha um provedor ou, por assim dizer, ajudante mensal com um salário desses, vai ter que começar a conjugar muito o verbo PRIORIZAR. É, só que desta vez é sério: se a gente gastar demais, mês que vem a coisa complica ainda mais, porque as contas têm dia certo para chegar e estão nem aí para quanto erramos no cálculo trinta dias antes.
Depois de muito comprar coisas de casa, resolvi dar uma parada nisso. E não é fácil, porque coisa de casa é simplesmente VICIANTE. Paguei as despesas pesadas de móveis e utensílios mais caros. Eu tinha dividido muita coisa no cartão. Essa é uma roubada legal para quem não se organiza: de vinte em vinte, pode acabar se enrolando com uma fatura mega-gigantesca no final. Então não adianta nada comprar sem ter a grana para pagar, ou fazer ao menos uma previsão.
Deu tudo certo, e resolvi então entrar nos sites onde havia objetos bacanas que eu não tinha podido comprar antes, para ver se agora já rolaria de chegar a vez deles. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com diversos desses itens de desejo em promoção. Valeu a pena esperar um pouco, a hora deles chegou e gastei bem menos do que teria gastado se desse vazão aos meus impulsos consumistas.
Também não fiquei sem comprar roupa nenhuma, ou sapatos - pragas (Pradas? Nem rola), no caso de nós, mulheres. Só que tenho que me controlar muito, mas muito mais. Por exemplo, chego na frente de uma vitrine, olho um sapato, penso: "Tenho que ter!". E no momento seguinte já penso: "Mas ele é tão parecido com aquele outro que tenho.. só que esse tem fecho-eclair, e outro não.."; e, no momento três: "Esquece. Não vou comprar. Quase nem uso o que tenho, mesmo, e que é parecido".
Alívio. Dou dez passos para longe da loja e me sinto leve como uma pena de rolinha. Começo a cantarolar. Sinto-me orgulhosa. Compro um sorvete, 50 vezes mais barato que o sapato. Penso que poderia comer cinquenta sorvetes. Tomar uns trinta chopes. Tudo com o preço daquele maldito sapato. Chego em casa feliz, já que não gastei nada além do que posso, e então deito a cabeça no travesseiro relaxada, explodindo de felicidade com meu autocontrole, querendo contar para todo mundo que sou poderosa, super consciente e organizada com minhas finanças.
Acordo. Vou me arrumar para trabalhar. Volto a pensar no sapato. Por que não comprei? Olho para o par que julguei ser parecido com o da loja, na minha sapateira. Nada a ver. Onde estava com a cabeça? Quero aquele sapato. Coloco ele na lista. Aspirador de pó, conserto da cortina, adesivo de parede para a sala, cortador de queijo, uma panela nova para poder cozinhar duas coisas ao mesmo tempo... e SAPATO. INSANO. Vai para o final da fila. Vai ter que esperar chegar a vez dele. Não é prioridade.
Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade. Não é prioridade.
Repito como um mantra...
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Rock an Roll is in The House
Amanhã tem show do Aerosmith no Rio de Janeiro e eu VOU, é claro!
E o que isso tem a ver com um blog sobre casa? No meu caso, tem um pouco a ver. É que, durante boa parte da minha adolescência, morou no meu quarto (na casa dos meus pais) um display de cartolina quase em tamanho real do Joe Perry, guitarrista da banda.
Cheguei a pensar em não ir ao show porque quem está montando uma casa ou fez isso há pouco tempo não tem grana para mais nada, mas... certamente se deixasse de ir me arrependeria! E agora, com o ingresso na mão, estou contando as horas para o show começar.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Apê: dicas para conseguir um
São muitos os pré-requisitos quando se trata de arranjar um canto para chamar de nosso! Não é nada fácil encontrar um apartamentinho decente para morar, que esteja dentro do preço que pretendemos pagar e localizado numa área que gostaríamos de habitar.
O mais importante, na hora de fazer a pesquisa, é o seguinte:
1- Saber até quanto pode pagar;
2- Ter paciência;
3- Ter persistência;
4- Ser rápido e sagaz.
O item UM é bastante claro e óbvio. Se você não tem ideia da fatia do seu salário que pode ser destinada ao aluguel e ao condomínio, não pode (literalmente) sair do lugar. Você precisa sentar, fazer cálculos, pensar em quanto deve gastar com outras despesas mensais como supermercado, conta de luz, academia de ginástica, combustível para o seu carro, comida para o seu cãozinho, aulas de tae kwen do, enfim, o que mais for importante para você, e fazer uma planilha com tudo isso. Depois, se morar sozinho for o que você mais quer na vida e não estiver cabendo no seu bolso junto a aulas de karatê ou o que seja, você pode até pensar em cortar algumas despesas em nome do objetivo central.
O item DOIS é meio que auto-explicativo. Paciência aé uma virtude e, bem, nesse caso é um dos itens que não podemos deixar de fora da bagagem, porque procurar apê é, sinto dizer, uma tarefa chatinha. Às vezes a gente acha um lugar até legal, mas cujo banheiro é todo quebrado, e como não há condição de gastar rios com reformas de aptos que nem são da gente... são imediatamente descartados. Outras vezes, é uma torneira que não funciona, uma infiltração insistente, ou o apartamento tem espaço mas o prédio é péssimo, não tem porteiro 24h, enfim! Faça uma lista do que você considera indispensável, mas esteja disposto a cortar alguns itens à medida que fizer suas visitas. Vai por mim! E tenha paciência...
O item TRÊS é o melhor amigo do item DOIS. Porque, né, gente, quem não persiste.. desiste, E quem desiste, não acha apê. Malhe bem as pernas, beba água, acorde cedo para ler os classificados de imóveis antes de todo mundo e vá aos locais para ver as possibilidades. Se não gostar, ande até a próxima parada. Pergunte aos porteiros de prédios em ruas de que você gosta se há apês vazios por lá. Peça os contatos dos proprietários para eles. Às vezes, as chaves já estão até na portaria, e você já pode subir para visitar na hora mesmo.
O item QUATRO é talvez o que a gente aprenda mais na marra: ser rápido é fundamental para conseguir um canto. É que tem sempre MUITA gente atrás de um apê, e para isso você tem não só que acordar cedo, consultar o jornal, ir correndo ver o que está anunciado naquele dia, como já levar os seus documentos para entregar rapidinho ao proprietário ou à imobiliária que estiver à frente da negociação. Com isso, você fica na frente na fila, e suas chances de ser inquilino aumentam demais. Se o apê pedir fiador para o aluguel, quanto melhor for o seu melhores as suas chances de ser selecionado.
O mais importante, na hora de fazer a pesquisa, é o seguinte:
1- Saber até quanto pode pagar;
2- Ter paciência;
3- Ter persistência;
4- Ser rápido e sagaz.
O item UM é bastante claro e óbvio. Se você não tem ideia da fatia do seu salário que pode ser destinada ao aluguel e ao condomínio, não pode (literalmente) sair do lugar. Você precisa sentar, fazer cálculos, pensar em quanto deve gastar com outras despesas mensais como supermercado, conta de luz, academia de ginástica, combustível para o seu carro, comida para o seu cãozinho, aulas de tae kwen do, enfim, o que mais for importante para você, e fazer uma planilha com tudo isso. Depois, se morar sozinho for o que você mais quer na vida e não estiver cabendo no seu bolso junto a aulas de karatê ou o que seja, você pode até pensar em cortar algumas despesas em nome do objetivo central.
O item DOIS é meio que auto-explicativo. Paciência aé uma virtude e, bem, nesse caso é um dos itens que não podemos deixar de fora da bagagem, porque procurar apê é, sinto dizer, uma tarefa chatinha. Às vezes a gente acha um lugar até legal, mas cujo banheiro é todo quebrado, e como não há condição de gastar rios com reformas de aptos que nem são da gente... são imediatamente descartados. Outras vezes, é uma torneira que não funciona, uma infiltração insistente, ou o apartamento tem espaço mas o prédio é péssimo, não tem porteiro 24h, enfim! Faça uma lista do que você considera indispensável, mas esteja disposto a cortar alguns itens à medida que fizer suas visitas. Vai por mim! E tenha paciência...
O item TRÊS é o melhor amigo do item DOIS. Porque, né, gente, quem não persiste.. desiste, E quem desiste, não acha apê. Malhe bem as pernas, beba água, acorde cedo para ler os classificados de imóveis antes de todo mundo e vá aos locais para ver as possibilidades. Se não gostar, ande até a próxima parada. Pergunte aos porteiros de prédios em ruas de que você gosta se há apês vazios por lá. Peça os contatos dos proprietários para eles. Às vezes, as chaves já estão até na portaria, e você já pode subir para visitar na hora mesmo.
O item QUATRO é talvez o que a gente aprenda mais na marra: ser rápido é fundamental para conseguir um canto. É que tem sempre MUITA gente atrás de um apê, e para isso você tem não só que acordar cedo, consultar o jornal, ir correndo ver o que está anunciado naquele dia, como já levar os seus documentos para entregar rapidinho ao proprietário ou à imobiliária que estiver à frente da negociação. Com isso, você fica na frente na fila, e suas chances de ser inquilino aumentam demais. Se o apê pedir fiador para o aluguel, quanto melhor for o seu melhores as suas chances de ser selecionado.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
"Casacor" não funciona para quem tem pouca grana...
Sabe aquelas revistas que têm manchetes quase sensacionalistas sobre como decorar um apartamento de 30 metros quadrados para que ele pareça ter 60? Ou aquelas reportagens que misturam dezenas de cores num mesmo ambiente bem pequeno, jurando que dá certo? Isso é muito bom para: 1) quem está comprando ou já tem um apartamento e tem grana para reformá-lo e decorá-lo; 2) acho que para mais ninguém. Se você não estiver no caso um, acho difícil essas revistas servirem para você.
É claro, de inspiração elas sempre podem servir. Agora, pense bem: pode dar certo misturar várias cores num ambiente mínimo, sendo que ele abrigará vida e, consequentemente, uma pequena bagunça, por mais organizado que o morador seja? É complicado. Claro, podemos ser criativos, jogar com cores e objetis bacanas, mas a simplicidade e a praticidade acabam vencendo, porque ninguém aguenta viver no meio de informação demais por muito tempo...
Além disso, assim que a casa começa a tomar forma dá uma ansiedade danada de arrumá-la, de tirar as coisas do meio do caminho, de guardar tudo em seu devido lugar - mesmo que ele ainda nem exista.
Posso dizer por mim: era a maior bagunceira do universo na casa dos meus pais, porém desde que mudei não suporto ver louça na pia, cama desarrumada, sapato espalhado pela casa ou toalha fora do banheiro! Mas não acho que tenha acontecido um milagre ou que de desleixada eu tenha passado a neurótica. É que casinha pequena, se bagunçada, vira um mar - ou um laguinho - desconexo, fica tudo de cabeça para o ar, a gente não se entende na zona que fica, não consegue achar nada! E se chega uma visita repentina, como é que faz...?
Para manter a conta bancária mais ou menos em dia e a casa razoavelmente arrumada, um segredo é ir aos poucos: não comprar nada por ansiedade, sem pesquisar ou pedir dicas a amigos e conhecidos.
É claro, de inspiração elas sempre podem servir. Agora, pense bem: pode dar certo misturar várias cores num ambiente mínimo, sendo que ele abrigará vida e, consequentemente, uma pequena bagunça, por mais organizado que o morador seja? É complicado. Claro, podemos ser criativos, jogar com cores e objetis bacanas, mas a simplicidade e a praticidade acabam vencendo, porque ninguém aguenta viver no meio de informação demais por muito tempo...
Além disso, assim que a casa começa a tomar forma dá uma ansiedade danada de arrumá-la, de tirar as coisas do meio do caminho, de guardar tudo em seu devido lugar - mesmo que ele ainda nem exista.
Posso dizer por mim: era a maior bagunceira do universo na casa dos meus pais, porém desde que mudei não suporto ver louça na pia, cama desarrumada, sapato espalhado pela casa ou toalha fora do banheiro! Mas não acho que tenha acontecido um milagre ou que de desleixada eu tenha passado a neurótica. É que casinha pequena, se bagunçada, vira um mar - ou um laguinho - desconexo, fica tudo de cabeça para o ar, a gente não se entende na zona que fica, não consegue achar nada! E se chega uma visita repentina, como é que faz...?
Para manter a conta bancária mais ou menos em dia e a casa razoavelmente arrumada, um segredo é ir aos poucos: não comprar nada por ansiedade, sem pesquisar ou pedir dicas a amigos e conhecidos.
Onde colocar cada coisa?
Quando escolhi os móveis, tive um mente os seguintes pontos: comprar itens que coubessem em vários cantos diferentes da casa, se eu quisesse mudá-los de lugar; que não fossem maiores do que as necessidades que atenderiam (nem muito menores); que não fossem muito caros.
Dei uma pesquisada boa em escrivaninhas e mesas que pudessem servir como uma, já que, como disse em outro post, mesas são sagradas para mim - especialmente a mesa em que escrevo, trabalho, leio etc. Acabei investindo mais grana na escrivaninha do que imaginava, mas fiquei bem satisfeita. A escolha foi por um modelo da Tok Stok que imita escrivaninhas antigas, pintada de branco mas que mantém algumas marcas naturais da madeira, o que achei interessante e bonito.
Essa cadeira branca que está junto com a escrivaninha na foto eu comprei no Mercado Livre, numa loja de São Paulo que entrega em todo o Brasil. A mesma cadeira - ou uma muito parecida - estava custando 300 reais na TokStok, ou quase isso. Consegui essa por cem reais, divididos em suaves prestações. Achei que a cadeira podia ser um tico mais confortável, mas valeu demais a pena, pois combina perfeitamente com a mesinha, na minha opinião, e as duas juntas formam um cantinho muito fofo para os meus momentos de concentração.
Quando comprei a escrivaninha, eu já sabia que a colocaria onde ela está, porque o apartamento é bem pequeno (tem 28m2) e eu tratei de tirar as medidas dos cantinhos todos para não comprar móveis-elefantes (risos). A largura dela é exatamente a largura dessa cortina cor de madeira que vocês veem na foto, que é usada como divisória no apartamento, gerando dois ambientes que cada vez eu diferencio cada vez mais - à medida que vou arrumando.
Apesar de eu ter programado essa compra, calculando a entrada da escrivaninha nos mínimos detalhes, é impressionante notar como as coisas vão tomando seus lugares naturalmente na casa. Muitas vezes eu não sei onde colocar algo e, quando vejo, ele trata de arrumar um espacinho super adequado para existir, e ali acaba ficando.
Por exemplo, a poltrona. Quando a comprei, as pessoas que vêm aqui em casa já tinham se acostumado a sentar no chão, naquele canto que hoje ela ocupa. E o microondas, eu coloquei em cima da geladeira quando chegou e até tentei arrumar outro lugar para ele, mas não adianta: é lá que ele tem que ficar mesmo!
Dei uma pesquisada boa em escrivaninhas e mesas que pudessem servir como uma, já que, como disse em outro post, mesas são sagradas para mim - especialmente a mesa em que escrevo, trabalho, leio etc. Acabei investindo mais grana na escrivaninha do que imaginava, mas fiquei bem satisfeita. A escolha foi por um modelo da Tok Stok que imita escrivaninhas antigas, pintada de branco mas que mantém algumas marcas naturais da madeira, o que achei interessante e bonito.
Essa cadeira branca que está junto com a escrivaninha na foto eu comprei no Mercado Livre, numa loja de São Paulo que entrega em todo o Brasil. A mesma cadeira - ou uma muito parecida - estava custando 300 reais na TokStok, ou quase isso. Consegui essa por cem reais, divididos em suaves prestações. Achei que a cadeira podia ser um tico mais confortável, mas valeu demais a pena, pois combina perfeitamente com a mesinha, na minha opinião, e as duas juntas formam um cantinho muito fofo para os meus momentos de concentração.
Quando comprei a escrivaninha, eu já sabia que a colocaria onde ela está, porque o apartamento é bem pequeno (tem 28m2) e eu tratei de tirar as medidas dos cantinhos todos para não comprar móveis-elefantes (risos). A largura dela é exatamente a largura dessa cortina cor de madeira que vocês veem na foto, que é usada como divisória no apartamento, gerando dois ambientes que cada vez eu diferencio cada vez mais - à medida que vou arrumando.
Apesar de eu ter programado essa compra, calculando a entrada da escrivaninha nos mínimos detalhes, é impressionante notar como as coisas vão tomando seus lugares naturalmente na casa. Muitas vezes eu não sei onde colocar algo e, quando vejo, ele trata de arrumar um espacinho super adequado para existir, e ali acaba ficando.
Por exemplo, a poltrona. Quando a comprei, as pessoas que vêm aqui em casa já tinham se acostumado a sentar no chão, naquele canto que hoje ela ocupa. E o microondas, eu coloquei em cima da geladeira quando chegou e até tentei arrumar outro lugar para ele, mas não adianta: é lá que ele tem que ficar mesmo!
O que comprar primeiro?
Quando comecei a montar a casa, queria logo comprar enfeites, relógios de parede, colchas, almofadas, abajures, tapetes e por aí vai. Mas, pense: como começar por essas coisas, menores, se as maiores - os móveis! - nem estavam decididas ainda?
A colcha para a cama de casal eu não resisti. Foi uma das primeiras coisas que comprei, pela internet, numa loja que adorei - entrega super rápido e vem tudo embaladinho direitinho, além de ter bom preço - chamada Vida & Cor. É essa aí da foto, que agora serve como papel de parede do meu celular, rs. Ela imita "patchwork", uma das minhas paixões no quesito decoração.
Depois da colcha, que comprei antes mesmo de me mudar, começaram a aparecer as necessidades básicas, aquelas sem a qual a gente não mora no lugar. Por exemplo, copos, pratos, talheres, panelas, tesoura, utensílios de cozinha em geral (não demoraria muito, eiu descobriria que na verdade o mais importante deles era o espremedor de alho, pois quando comecei a fazer arroz ele virou meu melhor amigo).
Na primeira semana, eu já tinha muita coisa, mas não tinha uma mesa para sentar para comer, escrever etc etc. E quase enlouqueci por isso (mesa para mim é mais importante que cama, que TV, que microondas! Só não mais que a geladeira, que aliás chegou junto com os primeiros itens da mudança). Por isso, a primeira providência deixou de ser comprar objetos de decoração para investir em alguns móveis.
A colcha para a cama de casal eu não resisti. Foi uma das primeiras coisas que comprei, pela internet, numa loja que adorei - entrega super rápido e vem tudo embaladinho direitinho, além de ter bom preço - chamada Vida & Cor. É essa aí da foto, que agora serve como papel de parede do meu celular, rs. Ela imita "patchwork", uma das minhas paixões no quesito decoração.
Depois da colcha, que comprei antes mesmo de me mudar, começaram a aparecer as necessidades básicas, aquelas sem a qual a gente não mora no lugar. Por exemplo, copos, pratos, talheres, panelas, tesoura, utensílios de cozinha em geral (não demoraria muito, eiu descobriria que na verdade o mais importante deles era o espremedor de alho, pois quando comecei a fazer arroz ele virou meu melhor amigo).
Na primeira semana, eu já tinha muita coisa, mas não tinha uma mesa para sentar para comer, escrever etc etc. E quase enlouqueci por isso (mesa para mim é mais importante que cama, que TV, que microondas! Só não mais que a geladeira, que aliás chegou junto com os primeiros itens da mudança). Por isso, a primeira providência deixou de ser comprar objetos de decoração para investir em alguns móveis.
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